Chairman da Mercedes acredita que a F1 deve ter motor "mais elétrico" em 2026
Ola Kallenius acredita que a F1 deve seguir a tendência de aumentar sua unidade híbrida e diminuir o tamanho do motor de combustão interna em seu novo regulamento.
Por Sérgio Siverly em 04/01, às 08h54

A F1 está estudando qual pode ser o novo formato do motor da categoria a partir de, provavelmente, 2026 e o CEO da Daimler, Ola Kallenius, deu sua opinião sobre as mudanças que a categoria terá que fazer para sua nova fórmula.

A F1, atualmente, usa um motor V6 híbrido de 1.6 litros. A unidade híbrida conta com um MGU-K (que recupera energia cinética dos freios) e um MGU-H (que transforma a temperatura da turbina em potência).

Até agora, os estudos da F1 parecem levar a uma diminuição do motor de combustão interna que poderá contar com um combustível sintético, além de ver o aumento da eletrificação em seus motores.

🎙PODCAST: Qual pode ser o novo motor da F1 em 2026?

Kallenius, que trabalhou no time de motores da Mercedes na F1 e que hoje é chairman da Daimler, disse que o novo regulamento deve ser uma evolução que seja sustentável tanto financeiramente quanto sustentavelmente.

🗣”Não tenho dúvidas que a tendência precisa ser levada a mais eletrificação. Então, a parte do motor que tem mais energia de fontes renováveis terá que aumentar. Acreditamos que uma menor taxa de carbono ou até combustíveis sintéticos poderão ter um papel no futuro. Estou bem curioso por isso”, disse Kallenius.

🗣”Uma coisa que precisamos ter consciência é que o desenvolvimento da F1 não pode acontecer apenas pelo desejo de acontecer porque você gasta muito dinheiro. Então, queremos ter um esporte sustentável financeiramente”.



🗣”O que significa que precisaremos pensar nas opções, ir cada vez mais para a eletrificação, com menos carbono, mas não mudar todos os parafusos e porcas, o que apenas seria um gasto sem sentido de recursos. Precisamos encontrar um equilíbrio entre as montadoras”.

Pode ser que o novo regulamento de motores possa ser adiantado para 2025, ao menos, esse é o desejo da Red Bull Racing, que perdeu sua montadora, a Honda (que sairá da categoria ao final de 2021).

A equipe austríaca também faz lobby para os atuais motores serem congelados no início de 2022, uma ideia que quase todas as equipes concordam, menos a Renault.

Sérgio Siverly
O menino que ficava em frente da TV com um prato fingindo ser um piloto de F1 nos anos 1990 e o cabeça de gasolina por trás do BOTECO F1.

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