Chefe da Alfa ROMEO prevê CRISE chegando à F1
Fred Vasseur acredita que os próximos meses serão muito difíceis para a categoria devido à crise do Covid-19.
Por Sérgio Siverly em 22/03, às 14h23
O diretor da Alfa Romeo, Frédéric Vasseur, está prevendo tempos difíceis pela frente, com um antes e depois do COVID-19 que pode deixar o automobilismo muito longe da lista mundial de prioridades. Nesta semana, a F1, a FIA e as equipes agiram decididamente diante da interrupção contínua causada pela pandemia global do coronavírus. Desde o cancelamento ou adiamento de corridas até a decisão de adiar a introdução do regulamento técnico de 2021 para 2022, o esporte adotou uma série de medidas que Vasseur considera "essenciais", mas também caras. 🗣"Entre uma redução inevitável de nossa receita da FOM e as dificuldades que nossos patrocinadores enfrentarão nos próximos meses, estamos observando uma queda de 15 a 20% em nossa receita, enquanto os custos aumentarão", disse Vasseur em entrevista à Auto-Hebdo.
🗣"Multiplicar o número de três corridas seguidas exigirá a contratação de mais pessoal para lidar com o fardo e também seremos forçados a produzir componentes extras - asas, assoalho, etc. - que podemos não usar, mas que precisaremos ter apenas no caso de algum acidente”. 🗣"A reunião de quinta-feira não foi nada fácil, pois as preocupações de várias equipes precisavam ser abordadas, mas no final prevaleceu o bom senso. A ideia é congelar o chassis, o motor e outros elementos ainda não definidos. Não foi necessário listar tudo na reunião”. Vasseur espera que a pandemia tenha fim e considerou manter a introdução do teto orçamentário para 2021 como algo essencial para a F1, mas mostrou muita preocupação com o estado econômico do planeta após o Covid-19. 🗣"Era importante manter a introdução do teto orçamentário no próximo ano. Isso permitirá um pouso mais suave, uma vez que a pandemia recue e evite que as grandes equipes gastem generosamente em seu carro para 2022". 🗣"Para reconstruir um calendário, você precisa de corridas. Quando a pandemia diminuir, estaremos em crise e temo que Mônaco não seja a única corrida a ser cancelada. Esse é um segundo efeito que a F1 subestimou e está começando a perceber”. 🗣"Nos meus trinta anos de carreira, lidei com as consequências da Guerra do Golfo em 1990, com o 11/09 em 2001, com a SARS em 2003 e a crise do mercado em 2008, mas agora, da China à América e Europa, todos e todos os setores foram atingidos”.
O cenário de guerra do momento, segundo Vasseur, trará dias complicados para a humanidade. 🗣“Quanto ao confinamento, apenas a geração passada o experimentou durante a Segunda Guerra Mundial. Os tempos futuros serão difíceis. Haverá um antes e depois do COVID-19 em termos de prioridades no futuro. E não tenho certeza se o esporte a motor estará entre as prioridades do mundo".
Sérgio Siverly
O menino que ficava em frente da TV com um prato fingindo ser um piloto de F1 nos anos 1990 e o cabeça de gasolina por trás do BOTECO F1.
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